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ALENCAR JÚNIOR: Histórias de vida



Ao comemorarmos 45 anos do Autódromo de Goiânia, a revista Auto Club News revela as histórias fantásticas do maior campeão goiano dos últimos tempos, testemunha ocular e viva do esporte automotor do Brasil, um dos maiores vencedores da Stock Car.

O piloto goiano se despediu das corridas aos 60 anos, a bordo de uma Ferrari F430, em prova da GT3 Championship, realizada em Interlagos/SP, depois de 33 anos de automobilismo. Considerado um ídolo do esporte à motor, ele tem histórias fantásticas para contar. Colecionamos algumas passagens hilárias da sua trajetória de campeão.

CONFIRA:

• Alencar Júnior sempre foi apaixonado por corridas, na inauguração do Autódromo de Brasília queria participar, mas não teve jeito. Se contentou em escolher Chico Landi como ídolo, o mais famoso piloto brasileiro daquela época. Mais tarde Chico virou seu fã.

• O primeiro carro de corrida de Alencar foi um Simca, segundo ele, o barulho do motor V8 era encantador. Mas o ronco do modelo JK era mais impressionante, melhor ainda, qualquer piloto queria dirigir aquele objeto de desejo.

• No Kart, Alencar só enfrentou feras: os irmãos Fernando e Mário Campos, Vandinho (Evandro Tomé), Divino Tomé, Cairo Fontes, Eduardo Cardoso, Português, Alex Dias Ribeiro, Nelson Piquet dentre outros.

• Na ocasião, Alencar comprou um Simca com a intenção de correr com ele em uma prova na Praça Tamandaré, mas não tinha dinheiro para custear sua participação. Resolveu virar taxista e trabalhou com o carro na praça para arrecadar fundos. O povo ficava meio ressabiado com o taxista, que na verdade aproveitava para treinar nas ruas de Goiânia com os passageiros a bordo. O pessoal pagava a corrida e saia dizendo que ele era doido…

• Para o piloto goiano, o então governador Leonino Caiado ao construir o Autódromo de Goiânia, em 1974, não só melhorou a autoestima da cidade, como incrementou o comércio, a rede de hotéis, trazendo maior visibilidade para a capital, retirando as corridas das ruas e construindo um local bem mais adequado para a prática de esportes, hoje um dos melhores do Brasil. Apesar das loucuras dessas provas, não houveram registros de acidentes fatais, ou tragédias anunciadas nos rachas urbanos.

• Alencar Júnior é considerado “figurinha carimbada” nos bastidores do automobilismo pelo seu bom-humor e irreverência.


CARREIRA RECHEDA DE SURPRESAS

• Alencar Júnior começou a correr em 1974, na Divisão 1, com Opala.

• Em 1974, a bordo do fenômeno da Chevrolet travou grandes duelos com o Ford Maverick azul de Aládio Teixeira. Ele foi o único piloto a vencer os “Mavecos” com um Opala. Um com 8 e outro com 6 cilindros.

• Em 1974, Alencar construiu um carro para a prova de inauguração do Autódromo de Goiânia. A “máquina” ficou pronta na semana da corrida, mas ele não pilotou a sua invenção, tamanho o cansaço da produção. Coube ao seu parceiro Valtinho (Walter Mendes) conduzir o bólido que deu umas três voltas e quebrou. Antes desta façanha, ele ressalta que o professor Marcos Veiga Jardim já tinha construído outro carro da divisão 4, muito bom por sinal, um Fórmula V.

• Seguindo a maioria dos competidores, na inauguração do Autódromo de Goiânia, Alencar correu as 12 Horas também com um Maverick, chegou a liderar a prova por 7 horas, mas terminou em 8º. José Carlos Pace e Wilson Fittipaldi estavam no grid. Os cinco primeiros lugares foram dos Mavericks. Só dois completaram as 343 voltas no Autódromo de Goiânia em 12 horas.

• Em 1975, Alencar estava no auge e foi campeão goiano da Copa Planalto (que reunia pilotos de Brasília e Goiânia) e da Copa Minas-Goiás. Depois partiu para a Fórmula Ford, mas também competiu na Divisão 1 simultaneamente. Foi terceiro em ambos os campeonatos e não correu em 1977 por falta de dinheiro.

• Em 1978, por exemplo, ele não estava correndo e o Brasileiro da Divisão 1 só teria duas corridas: uma em Goiânia e outra em Brasília. Em Goiânia foi só para assistir, mas o João Carlos Palhares tinha dois carros. Ele ia escolher um para correr e deixou Alencar pilotar o segundo. O fato é que ele foi mais rápido que João com o carro novo. Aí o João trocou de carro, e deu-lhe o mais velho. Ele foi mais rápido ainda, mas acabou correndo com o novo. Ganhou uma corrida e foi segundo na outra, mas na soma dos resultados acabou como vice-campeão.

• Alencar estreou na Stock Car, em 1979, na primeira prova da categoria no Brasil, realizada em Tarumã/RS.

“No automobilismo não tem adversário fácil. Nem retardatário facilita”.

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